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	<title>Koroshiya Itchy</title>
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		<title>O &#8220;jo ta ke&#8221; de Aurêlia</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 14:16:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[OS MITOS NACIONALISTAS O romanticismo nacionalista cria mitos. Os mitos são fascinantes, se calhar até necessários. O problema vem quanto acreditamos nos nossos próprios mitos e fazemos deles o marco interpretativo na análise&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2013/05/20/o-jo-ta-ke-de-aurelia/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=947&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>OS MITOS NACIONALISTAS</p>
<p>O romanticismo nacionalista cria mitos. Os mitos são fascinantes, se calhar até necessários. O problema vem quanto acreditamos nos nossos próprios mitos e fazemos deles o marco interpretativo na análise da realidade, pois é esse um bilhete sem retorno cara o desnortamento mais absoluto.</p>
<p>De entre os mitos criados polo nacionalismo galego, há dous que continuam plenamente vigentes e que mesmo foram assumidos por amplas camadas da sociedade, além da própria paróquia nacionalista:</p>
<p>Primeiramente temos o mito, que nós achamos particularmente engraçado, da resistência heroica dos paisanos galegos, os quais, qual Asterix e Obelix, durante mais de cinco séculos, foram reluctantes a empregar a língua do Império Pequeno.  Não imos perder o tempo a desconstruir esta lenda urbana (nunca melhor dito, pois para inventar tal <em>andrómena</em>  cumpre ser um urbanita que não entende nada da estrutura socioeconómica do rural galego antes da chegada da revolução industrial à Galiza por volta dos 1950s ou 1960s, <em>you know nothing, Jon Snow</em>).</p>
<p>O segundo mito, derivado do primeiro, é o da <em>língua proletária do meu povo</em>, que costuma ser formulado também através do pleonasmo <em>a fala é o que se fala</em>. <em>Moi bien, moi bien, moi bien</em>, que diria o Farruco. Já neste mito imo-nos deter uns instantes.</p>
<p>Um terceiro mito, assumido polo nacionalismo galego, mas que não esperta um consenso social tão amplo, é o da &#8220;normalização linguística&#8221;. A ele referiremo-nos brevemente nas conclusões.</p>
<p>A REVOLUÇÃO FRANCESA E O NASCIMENTO DA NAÇÃO</p>
<p>Eu aprendi francês sem estudar muito, basicamente lendo livros. Comecei por livros supostamente facilinhos, como Le Petit Prince (Antoine de Saint-Exupéry, 1943) e fui aumentando progressivamente a dificuldade. O último livro que li antes de ir morar para a França foi o pré e pró-revolucionário Les Liaisons Dangereuses (Pierre Choderlos de Laclos, 1782). Falando com um amigo francês deste meu percurso literário, ele comentou &#8220;Terás reparado no pouco que mudou a língua francesa desde Laclos até hoje. Não é abraiante?&#8221;. Pois não, não tinha reparado. Fiquei a cavilar um instante, e disse &#8220;bom, se calhar é assim para o francês culto, para o francês académico, mas a língua de Laclos pouco tem a ver com o francês falado hoje na rua&#8221;. Fitou para mim como quem olha um pobre retardado e acrescentou um sarcástico &#8220;Depende que rua&#8230;&#8221;.</p>
<p>A conversa continuará mais adiante, mas permitam-nos que nos detenhamos um momento neste ponto. Depende que rua. Sim, porque na altura eu morava no <em>quartier gare</em> e, como todos os que tenham visitado a França saberão, o bairro da estação dos comboios costuma ser nas cidades francesas um bairro semi-marginal onde mora normalmente a população imigrante assim como aqueles franceses <em>de souche </em>que não se podem permitir nada melhor. O meu amigo morava  na Praça da Catedral. Com efeito, o francês que se falava na sua rua rua não era o francês que se falava na minha rua, embora ambos morávamos na mesma vila e a distância que separava os nossos apartamentos era inferior aos mil metros. O francês da sua rua era mais próximo ao de Choderlos de Laclos do que o francês da minha rua, como pude comprovar quando, pouco mais tarde, fui morar nessa mesma praça. Porém, era ainda bastante distinto. E mesmo havia outros bairros, mália ser uma cidade pequena, onde o que se falava era ainda bastante mais distinto.</p>
<p>Mas a diversidade das <em>falas</em> francesas não acabava ai. A namorada desde meu amigo era occitana, duma vila pequena não muito longe de Tolosa. Quando se conheceram, sendo ambos pessoas com instrução universitária, ambos achavam que falavam um francês absolutamente standard. Porém, os problemas de inter-compreensão mútua não eram nada infrequentes.  E não falo dos típicos problemas de parelha, mas daqueles mais prosaicos que têm a ver com o sotaque, o léxico e a fraseologia. Ambos dominavam à perfeição o registo <em>culto</em> da sua (única) língua. Porém, na fala coloquial, espontânea, descontraída, afloravam as diferenças. E isso que estamos a falar da República Francesa, o primeiro país que fez da língua (da homogeneização e uniformização do standard linguístico) uma questão nacional e até, nos primeiros momentos da Revolução, uma questão alta traição, de vida ou morte.</p>
<p>Mas, feito este inciso e já que falamos de construção <em>nacional</em>, retomemos o fio da conversa inicial. Porque depois do &#8220;depende que rua&#8221;, o diálogo cobrou uma perspectiva histórica. &#8220;Sabias, disse eu, quantas pessoas no Reino da França falavam a língua de Choderlos de Laclos antes da Revolução?&#8221;. O meu amigo não tinha ideia. 14 %. Incredulidade total.</p>
<p>O francês, tal e como o conhecemos hoje, o francês <em>direito</em>, mais ou menos inteligível para um cidadão moderno, era uma língua falada arredor da corte do Rei. Os restantes súbditos do Reino falavam outras línguas e dialetos. Na idade media e no antigo regime o conceito de nação não significava o que significa hoje e, portanto, não existia o conceito de língua nacional. Havia, sim, uma língua administrativa, que era a língua da corte e que as camadas cultas e poderosas da sociedade se esforçavam por falar da maneira mais parecida possível à forma de falar da corte. O conceito de nação não tinha importância porque o garante da unidade dos reinos era a fidelidade ao monarca. O reino era o conjunto de súbditos dum monarca e o território por eles ocupado. Que existisse ou não uma língua comum, uma cultura partilhada, uma história ou uma origem étnica comuns não era assim tão importante.</p>
<p>O conceito de &#8220;nação&#8221; vira importante quando a burguesia decapita o rei, porque, morto o rei, qual é o garante da unidade do reino? Por outras palavras, o conceito de nação tal e como o conhecemos hoje é um invento burguês, uma necessidade do estado burguês. Quando a burguesia suplanta a aristocracia como classe dominante começa o processo de &#8220;construção nacional&#8221;, isto é de criação duns referentes identitários comuns e homogéneos para toda a população do Estado. Assim, falar Basco, Bretão ou Alemão na França de Robespierre podia ser considerado &#8220;traição&#8221; e custar-lhe a cabeça ao falante.</p>
<p>A LÍNGUA NACIONAL</p>
<p>Com a nação nasce pois o conceito de &#8220;língua nacional&#8221;, elaborada normalmente a partir da língua culta falada polos burgueses, que era por sua vez a mesma língua falada na corte. Porém, para ser imposta ao conjunto da população, é precisa a elaboração dum standard, de dicionários, de gramáticas que codifiquem a língua nacional e prescrevam o aceitável. Esse &#8220;standard&#8221; é sempre pois, em maior ou menor medida, um constructo &#8220;artificial&#8221; que nasce da vontade da burguesia de ter nação e, portanto, é sempre imposto desde acima para abaixo.</p>
<p>Para o impor não é precisa a guilhotina, embora foi muito útil nos primeiros momentos. O que impõe a língua é a estrutura socioeconómica e os valores dela emanados. Mais em detalhe, o domínio do código linguístico prescrito constitui uma parte fundamental do &#8220;capital linguístico&#8221; e conforma um dos elementos que garantem a transmissão e perpetuação do privilégio numa sociedade de classes.</p>
<p>A ESTRUTURA, IDIOTA, É A ESTRUTURA</p>
<p>Já no caso galego, a sociedade rural tradicional estava composta de pequenos proprietários que viviam em células relativamente auto-suficientes (as paróquias ou freguesias) organizadas em redes das que os nodos principais eram as feiras. Nessa sociedade a mudança de língua era desnecessária. Isto não quer dizer que a influência do castelão no galego não fosse maciça e continuada, que era. Mas a convergência do galego com o castelão era relativamente lenta e poucos eram os que mudavam de vez de língua. Para as relações com a administração do estado estavam os caciques, que eram bilingues. Já a nível de valores, nesta sociedade não existia a miragem da ascensão social, como existe no mundo urbano industrializado. No antigo regime, se os paisanos pagavam os impostos e enviavam os filhos à guerra, ninguém se importava com que língua falavam entre eles. Relativamente ao seu domínio do castelão, era suficiente com que entendessem as ordens que recebiam.</p>
<p>Nas regiões não industrializadas como a Galiza, onde quase toda a população vivia no rural e não tinha apenas acesso à educação regrada nem a quaisquer médios de comunicação, embora a administração espanhola comece a importar o modelo provincial do jacobinismo francês já no XIX, <strong></strong>o projeto nacionalizador espanhol não se desenvolve em toda a sua amplidão até o século XX. A industrialização da Galiza começa com o franquismo nos anos 50 e alcança o seu zénite com o &#8220;desarrollismo&#8221; dos 60 e 70. Quando os falangistas afirmam que Franco industrializou Espanha, não lhes falta razão. Só que é uma cousa que os nacionalistas galegos não podem admitir porque eles ainda vivem nesses ultrapassados valores decimonónicos que identificam industrialização e progresso.</p>
<p>Mas, voltando ao tema da língua, é a conversão dos labregos em assalariados o que tem como consequência a mudança de língua. Evidentemente a repressão política do projeto nacionalizador espanhol também joga um papel importante. Mas o fundamental é a estrutura económica. Ao longo do século XX convence-se aos labregos galegos da inviabilidade do seu modo de vida (e não apenas da inviabilidade como também da &#8220;indesejabilidade&#8221;).  Não apenas são &#8220;convencidos&#8221;, se não que já durante o franquismo desenvolvem-se políticas que visam, de maneira agachada e insidiosa,  forçá-los a emigrar para as cidades, pois sem essa migração maciça não pode haver industrialização. Já nas cidades, estes desertores do arado devem procurar trabalho e virar assalariados. É nessa altura quando &#8220;decidem&#8221; não transmitir a língua galega aos filhos para que estes tenham mais oportunidades. Na escala de valores do industrialismo burguês, o mais baixo é o labrego, a seguir, o segundo mais baixo é o operário manual, seguido polo funcionário de balcão ou escritório, etc. O castelhano seria a chave que abre a porta dessa falsa ascensão social ou, no pior dos casos, quando menos evita em certa medida a burla e a discriminação, que já não é pouco.</p>
<p>Como vemos, neste processo não existe qualquer resistência nem heroicidade se não que a mudança ou a preservação da língua vêm ditados de maneira determinista pola estrutura económica. Se quisermos ver uma mostra de heroicidade, esta não se acharia no campo linguístico e sim na resistência a deixar a terra para ir trabalhar à cidade como gado escravo. Mais uma vez, uma interpretação cabal deste processo choca frontalmente com os mitos nacionalistas, já que a identificação que o nacionalismo galego faz entre industrialismo e progresso, não permite aos galeguistas  admitir (como sim fazem os nacionalistas espanhóis) que a preservação do galego foi devida simplesmente às específicas características do rural galego (que eles, e nisso coincidem galeguistas e espanholistas, identificam com &#8220;atraso&#8221;).</p>
<p>CONCLUSÕES</p>
<p>1.- O conceito de língua, tal e como o concebemos hoje, é dificilmente dissociável do conceito de &#8220;nação&#8221; e de &#8220;língua nacional&#8221; e nasce da necessidade que as revoluções burguesas, e nomeadamente a Revolução Francesa, têm de construir uma nação homogénea que legitime a hegemonia da nova classe dominante sobre os antigos súbditos reais.</p>
<p>2.- As línguas modernas, concebidas como standards cultos,  são todas constructos &#8220;artificiais&#8221; impostas polas classes dominantes. Estes construtos artificiais não representam o conjunto de variantes da língua (ou falas), se não que reflectem um &#8220;consenso&#8221; dentro da variante falada pola classe dominante que as impõe ao resto da população. Se a fala é o que se fala, a língua não é o que se fala, é o que se deve falar. Por outras palavras, se na linguística e na filologia abstratas a língua pode ser um marco interpretativo descriptivo, nas sociedades classistas a língua é sempre prescriptiva, não descriptiva.</p>
<p>3.- Quando alguém nos diz que a &#8220;fala é o que se fala&#8221; ou que a língua deve refletir as falas populares, provavelmente o que quer dizer é que o standard culto deveria ser o que fala ele e a sua classe. Estamos, portanto, ante um intuito de legitimação duma nova elite que se quer auto-atribuir tudo o capital linguístico (normalmente no decurso dum processo de ruptura com uma outra classe hegemónica como pode ser o caso das elites brasileiras a respeito das portuguesas ou, no caso galego, <em>ex novo</em>).</p>
<p>4.- A tendência &#8220;natural&#8221; das falas populares na ausência dum padrão comum imposto (ou idealmente auto-imposto) é a diversidade e a disgregação. Por exemplo, o dogma de que o standard linguístico deve reflectir estrictamente as falas populares leva ao estabelecimento do &#8220;galego-asturiano&#8221; ou &#8220;asturiano occidental&#8221; como língua distinta da falada na Galiza quadriprovincial. Havendo vontade política, o mesmo poderia fazer-se com as falas de Ourense a respeito das falas de Bergantinhos ou do Morraço, etc.</p>
<p>5.- Os padrões e standards linguísticos têm (mália o seu carácter arbitrário, artificial e imposto) a virtude de facilitar a comunicação entre utentes de distintas variedades duma língua. Isto não quer dizer que não devamos ter o mais escrupuloso respeito polas pessoas que não dominam os padrões cultos da língua ou que, simplesmente, preferem empregar a variedade com a que se acham mais familiarizados. O standard pode-se ver, desde uma focagem não classista, como uma variedade &#8220;franca&#8221;.</p>
<p>Em definitiva, o galeguismo deve decidir se quer língua ou se não a quer. Deve ser consciente do que significa língua dentro duma sociedade burguesa de classes e deve ser consciente de que, nesse contexto, &#8220;normalização&#8221; é equivalente a &#8220;construção nacional&#8221; (com tudo o que isso implica).</p>
<p>Evidentemente, desde uma perspectiva libertária, podemos desprezar os conceitos de &#8220;nação&#8221; e &#8220;Estado&#8221; e portanto prescindir inteiramente da elaboração duma &#8220;língua nacional&#8221;. Isto é perfeitamente aceitável e coerente. O que se passa é que, no marco dum &#8220;estado-nação&#8221; isto conduz inexoravelmente à morte da língua (neste caso das falas, já que renunciaríamos consciente e explicitamente à construção da língua). Isto é forçosamente assim porque nós podemos renunciar a ter língua, mas o Reino da Espanha não vai renunciar. O Reino da Espanha vai continuar com o processo não concluído de construção da nação espanhola, com o seu corolário de homogeneização e uniformização cultural, linguística e de valores. Porque isso é precisamente o que significa &#8220;normalizar&#8221; sob a óptica do estado-nação burguês. Sendo assim, a carência duma variedade franca galega só pode significar que a língua franca seja o espanhol.</p>
<p>Se, pola contra, decidimos ter língua, aqui e hoje, os galegos temos duas opções: elaborá-la desde uma focagem regional em base as falas da Galiza quadriprovincial ou elaborá-la desde uma focagem internacional em base a essas falas mas também às outras línguas nacionais já existentes dentro do nosso sistema linguístico galaico-português. Em ambos casos seria um constructo artificial elaborado polas elites, pois isso é, hoje, por definição, uma língua. Seja como for, qualquer intuito real para &#8220;normalizar&#8221; o galego vai chocar frontalmente com o processo, em curso desde há séculos, da &#8220;normalização&#8221; da língua espanhola (o qual, ainda que não se defina como tal, havê-lo há-o, e, de facto, é o único processo sério de normalização linguística que existe hoje na Galiza).</p>
<p>Um último apontamento, um bocadinho descontextualizado. Parafraseando o personagem de Debbie Allen na série de televisão Fame, se queremos ter língua, a língua custa. Aprender galego é difícil. Tanto quanto aprender qualquer outra língua.  Se realmente queremos língua, temos de estar dispostos a fazer o esforço. Mais uma vez, o modelo do &#8220;gallego facilito&#8221; que não venderam até agora não é mais do que uma miragem que leva implícita uma concepção do galego como dialecto regional espanhol. Por outras palavras, apenas poderemos ter língua se os critérios de correcção são tão estrictos quanto os de qualquer outra língua.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/947/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/947/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=947&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Apocalipse zumbi</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 13:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apocalipse zumbi Há já bastantes anos assisti na Faculdade de História da USC a uma palestra dum professor brasileiro cujo nome infeliz e imperdoavelmente não lembro. Foi aquela uma palestra extremamente interessante onde&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2013/04/05/apocalipse-zumbi/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=946&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<div>
<div><strong>Apocalipse zumbi</strong></p>
</div>
<p>Há já bastantes anos assisti na Faculdade de História da USC a uma palestra dum professor brasileiro cujo nome infeliz e imperdoavelmente não lembro. Foi aquela uma palestra extremamente interessante onde o professor falou de muita cousa. Desde ALCOA em São Cibrão e ENCE em Ponte-Vedra até a floresta amazónica, passando polo filme Titanic.</p>
</div>
<p>É precisamente do filme do que vou falar agora. Na altura, houve pessoas que foram ver o filme repetidas vezes. Como crianças, explicou o professor, as quais, inconscientemente, quando não entendem um conto querem que lho repitamos uma e outra vez, sempre relatado de maneira idêntica, para ver se numa destas são quem de decifrar o significado oculto da estória. O Titanic seria, sempre segundo a interpretação dele, uma alegoria da nossa civilização.</p>
</div>
<p>Agora estão muito na moda os filmes e as séries de televisão apocalípticas, nomeadamente aquelas de zumbis. Numa das séries de maior sucesso de audiência, uma epidemia converteu em zumbis quase todos os seres humanos no planeta (ou, o que é o mesmo, nos EUA) e, os poucos ainda realmente vivos, tentam criar comunidades seguras onde resistir, armados até os dentes, o assédio dos mortos viventes.</p>
</div>
<p>Lembro-me do professor brasileiro e do Titanic e pergunto-me se haverá alguma razão misteriosa pola qual este tipo de temáticas fascinam a audiência precisamente agora, ou se será simplesmente cousa do marketing da indústria do entretenimento.</p>
<p>Terá algo a ver com a psicose de crise, a qual teria induzido no subconsciente colectivo o medo ao colapso do sistema? Serão essas legiões de zumbis os deserdados urbanos que vagam sem rumo na procura de alguma cousa que levar à boca (e que os poucos que ainda têm devem proteger fuzil em mão)?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/946/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/946/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=946&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Dous livros em português entre as melhores novidades literárias galegas de 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 13:54:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um ano, o site das Fervenças Literárias fez um inquérito em linha para conhecer quais são, na opinião dos leitores, as melhores novidades literárias galegas de 2012. Receberam apenas 453 respostas, dado&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2013/01/17/dous-livros-em-portugues-entre-as-melhores-novidades-literarias-galegas-de-2012/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=939&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um ano, o site das Fervenças Literárias fez um inquérito em linha para conhecer quais são, na opinião dos leitores, as melhores novidades literárias galegas de 2012.</p>
<p>Receberam apenas 453 respostas, dado que fala eloquentemente da fraqueza do mercado editorial galego, o qual, fora dalgum vulto como Manuel Rivas, tem mais de vanity publishing e de caça do subsídio do que doutra cousa.</p>
<p>Como sempre, as duas mais grandes e subsidiadas editoras, falamos de Xerais e Galaxia, acaparam quase todo o hit parade literário galego. Não admira, pois são as que mais publicam e as únicas que podem fazer uma promoção digna de tal nome.</p>
<p>Porém, algumas editoras realmente independentes colaram-se nas listas. De entre estas, chamaram a minha atenção dous livros em galego reintegrado ou português da Galiza:</p>
<p><a title="Nântia" href="http://www.imperdivel.net/atraves-das-letras/489-nantia.html" target="_blank"><em>Nântia e a cabrita d’ouro</em></a> (Através Editora) de <strong>Concha Rousia</strong> alcançou o 5º posto na secção de literatura juvenil.</p>
<p><a title="Lusocuria" href="http://shop.ofigurante.eu/pt/38-lusocuria-9788415164753.html" target="_blank"><em>Lusocuria</em></a> (O Figurante Edicións) de <strong>Verónica Martínez Delgado</strong> foi 8º  em poesia (mália ter saído do prelo só no mês de Novembro ou Dezembro, não lembro agora).</p>
<p>Não é por acaso, pois estes resultados vão acompanhados dum aumento significativo na edição de livros em galego-português (sempre por editoras independentes, por ser a normativa reintegracionista da Galiza banida nas subvenções e nas &#8220;grandes&#8221; editoras) assim como da naturalização das normativas reintegradas entre os internautas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/939/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/939/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=939&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Acordo Ortográfico e a direita conservadora portuguesa</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2013 15:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou dos que acham que o Acordo Ortográfico (AO) é boa coisa. Não necessariamente este Acordo, mas um acordo. Obviamente, modificar qualquer convenção amplamente adotada durante décadas vai criar muitos transtornos a curto&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2013/01/06/o-acordo-ortografico-e-a-direita-conservadora-portuguesa/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=935&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sou dos que acham que o <a title="AO" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990" target="_blank">Acordo Ortográfico</a> (AO) é boa coisa. Não necessariamente este Acordo, mas um acordo. Obviamente, modificar qualquer convenção amplamente adotada durante décadas vai criar muitos transtornos a curto termo. Porém, para mim é claro que as vantagens de &#8220;unificar&#8221; a língua a longo prazo vão compensar com acréscimo estes inconvenientes. Não vou fornecer argumentos a este respeito, pois são eles, acho, bem conhecidos e evidentes.</p>
<p>Contribuir para unificar a língua pode não ser imprescindível, mas sim muito conveniente.</p>
<p><strong>Fonética versus etimologia</strong></p>
<p>Sou a favor do acordo, mas não dos critérios linguísticos empregues para homogeneizar a ortografia da nossa língua. Grosso modo, foram estes critérios foneticistas.</p>
<p>Penso que é um erro tentar unificar uma língua diversa e internacional em base a critérios fonéticos. A fonética, junto com e em maior medida do que, o léxico e a fraseologia, costuma ser precisamente uma das caraterísticas mais divergentes de qualquer língua. Até dentro dum mesmo país ou região, e apesar das pressões uniformizadoras exercidas pelos estados-nação,  observamos normalmente uma grande diversidade de pronúncias. Nisto o galego-português fica longe de ser uma exceção e apresenta, bem pelo contrário, as mesmas tendências que, por exemplo, o inglês, o francês, o alemão, o espanhol, etc.</p>
<p>O que unifica a língua é precisamente a etimologia. Bons exemplos do que digo são precisamente o inglês e o francês. Particularmente, neste último caso e desde o ponto de vista do latim, a fonética francesa difere completamente da escrita. Mas é precisamente essa escrita etimológica o que confere unidade à língua e permite afirmarmos que um suíço, um belga, um quebequês,  um occitano e um parisiense falam a mesma língua. Porém, e sempre desde a perspetiva do latim, nenhum deles pronúncia como escreve.</p>
<p>É por isso que para unificar de forma eficaz a língua galego-portuguesa, teria sido mais conveniente, não apenas conservar os cultismos já existentes, mas ainda <em>ré-etimologizar</em> a língua em base ao latim e ao grego. A língua portuguesa deveria ser, quando menos, tão etimológica quanto são o francês ou o inglês pois é precisamente a etimologia o que melhor pode garantir a unidade dentro da diversidade.</p>
<p><strong>Acordo político</strong></p>
<p>Além de qualquer fetichismo linguístico, resulta evidente que um acordo ortográfico internacional é um acordo político e não linguístico. Um tal acordo vai refletir irremediavelmente o equilíbrio de poderes entre as partes. Por isso no AO de 1990 prevaleceram fundamentalmente os critérios brasileiros, em detrimento dos portugueses.</p>
<p>Porém, foi tão difícil chegar a este acordo e estão a ser tantos os empecilhos para a sua aplicação, que eu não posso se não fazer um esforço para aderir a este acordo, com o qual não comungo desde o ponto de vista linguístico mas que acho muito necessário e conveniente desde o político (leia-se económico).</p>
<p>Para além das possíveis repercussões económicas do acordo, o que é claro é a importância simbólica do mesmo, pois testemunha a vontade da unidade, a vontade de termos língua,  e a vontade de construção duma verdadeira comunidade galegófona (ou lusófona, que diriam alguns).</p>
<p>Se no caso da francofonia ou da hispanofonia, são as antigas metrópoles coloniais, a meio das suas respetivas academias, as que impõem os seus critérios sobre os demais países, não deixa de ser interessante e significativo que no universo galegófono tenha havido longas reuniões e genuínas discussões entre todas as partes implicadas (menos a Galiza, que foi oficialmente auto-excluída) antes do acordo ser finalmente alcançado.</p>
<p><strong>Os detratores do acordo</strong></p>
<p>Os principais detratores do Acordo acham-se tipicamente entre as fileiras da direita conservadora portuguesa.</p>
<p>As justificações declaradas destes detratores baseia-se primordialmente na inutilidade do acordo. Para eles, o AO era desnecessário e vai fornecer mais problemas do que vantagens reais. Aduzem que é inútil a unidade ortográfica não havendo unidade léxica, pelo que vai ser necessário continuar a ter duplas edições de qualquer publicação, uma para o Brasil e outra para o resto (embora as ruas da África cada vez falem mais à brasileira e menos à portuguesa).</p>
<p>Na verdade, as diferenças léxicas não suporiam um grande obstáculo sempre que houver um intercâmbio cultural intenso entre os diferentes países da galeguia ou lusofonia.  Assim, por exemplo, a audiência portuguesa teve certas dificuldades para perceber a língua quando começaram a chegar as telenovelas brasileiras na década dos 80. Hoje essa dificuldade é quase nula. A Wikipédia portuguesa é outro excelente exemplo. Graças ao AO pode existir uma única Wikipédia portuguesa unificada e coerente, evitando a duplicidade, o qual significa também um maior número de entradas e uma maior presença da língua na Internet. No que diz à edição em papel, é quase sempre possível empregar glossários que facilitem a intercompreensão mútua.</p>
<p>Desde o ponto de vista linguístico, os críticos com o acordo laiam-se pela perda dos grupos consonânticos cultos como &#8220;ct&#8221; ou &#8220;pt&#8221;. Ironicamente, estes grupos já não são pronunciados nem no Brasil nem em Portugal, sendo apenas os galegos os únicos que os pronunciamos. De facto, é só na Galiza onde a  perda destes grupos pode ter qualquer efeito prático (para além do fetichismo linguístico antes apontado).  Por exemplo, com o novo acordo, &#8220;tecto&#8221; passa a ser &#8220;teto&#8221;, o qual para os galegos resulta bastante engraçado pois aqui &#8220;tetos&#8221; são apenas os das vacas e outros animais. Na Galiza, o latim &#8220;tectum&#8221; sofreu a evolução lógica do romance ibérico ocidental (ou romance galaico) para dar &#8220;teito&#8221;. O cultismo português &#8220;tecto&#8221; permitia diferenciar o elemento arquitetónico do úbere, para além de viabilizar as três possíveis pronúncias (a culta &#8220;tecto&#8221;, a evoluída &#8220;teito&#8221; e a deturpada &#8220;teto&#8221;). A grafia &#8220;teto&#8221; torna inviáveis as outras pronúncias. É, pois, lógico que neste ponto coincida com os críticos. Embora eu, como apontei acima, iria ainda mais longe e proporia um modelo de língua o mais etimológica possível e/ou conveniente.</p>
<p><strong>Entre o fetichismo e o chauvinismo</strong></p>
<p>Mas, a pouco que analisemos o discurso dos críticos com o acordo ortográfico, observaremos que as suas motivações reais são duas:</p>
<p>1.- A primeira é esse fetichismo linguístico ao que fazíamos referência. Para eles, português direito é apenas o que aprenderam na escola. Sendo, portanto, o português do Brasil uma forma abastardada do verdadeiro português (esse galaico-mozárabe de Lisboa infestado de castelanismos, galicismos e anglicismos que praticam as elites portuguesas). Por isso, estes críticos, não é que não queiram este acordo, é que não querem nenhum acordo. São isolacionistas portugueses que querem conservar impoluta a pureza da língua tal e como falada na escola primária pela sua professora Josefina, com a qual ainda têm sonhos eróticos inconfessáveis. Se por eles for, para não poluir mais ainda a sagrada língua, os filmes e as séries brasileiras deveriam ser dobrados para o mercado português. São também os mesmos que acham que Saramago escrevia em portunhol (não é piada). E se o brasileiro os indigna, o galego dá-lhes arrepios.</p>
<p>2.- A segunda é uma sorte de nacionalismo português chauvinista e vazio. Acham estes críticos que o acordo ortográfico foi uma baixada de calças dos académicos e políticos portugueses frente à pujança demográfica, económica e diplomática brasileira. O seu ferido orgulho não pode aceitar que seja a ex-colónia, e não a professora Josefina, quem dite agora as normas gramaticais  da língua de Camões.</p>
<p><strong>Patriotismo seletivo</strong></p>
<p>O mais engraçado desde patriotismo da direita conservadora portuguesa é que semelharia que baixar as calças perante a Alemanha e a Espanha é mais digno do que fazê-lo perante o Brasil. Sim, porque uma das coisas que mais admira das elites portuguesas é a sua capacidade para defender com mais afinco os interesses da Espanha do que os interesses do próprio povo português. Um exemplo é o deputado europeu <a title="Graça Moura" href="http://upeydeiros.wordpress.com/2009/02/21/vasco-gracia-mora-patriota-espanol/" target="_blank">Vasco Graça Moura</a>, um dos mais férreos detratores dos acordo ortográfico, o qual denunciava num hilariante e disparatado relatório (não demandado) a suposta &#8220;imposição&#8221; do galego-português na Galiza em detrimento do castelhano. Com paladinos do português como este, quem precisa inimigos?</p>
<p>E não se trata dum caso isolado. Será se calhar porque a chamada &#8220;<a title="Porta giratória Portugal" href="http://www.youtube.com/watch?v=u4noVn79xXI" target="_blank">porta giratória</a>&#8221; espanhola funciona muito bem para os ex-ministros portugueses. Muitos dos quais são hoje endinheirados membros dos conselhos de administração de grandes empresas espanholas ou de empresas transnacionais que têm as sua filial ibérica em Madrid. Mais uma vez, com patriotas assim, quem precisa vendidos?</p>
<p>Os tempos mudam, as elites portuguesas, não. Mas bom, se calhar o dia no que o Brasil decida investir a sério em Portugal (como está a fazer Angola) e que exista uma porta giratória brasileira para ex-ministros portugueses, se calhar, esse dia essas mesmas elites portuguesas que hoje o denigram defenderão o Acordo Ortográfico.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/935/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/935/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=935&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ao resgate</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jan 2013 12:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns andam muito preocupados com a suposta quebra das economias do sul da Europa. Outros não. À fim, alguém tem de pagar a crise do sistema bancário internacional. E não falo apenas da&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2013/01/02/ao-resgate/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=924&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns andam muito preocupados com a suposta quebra das economias do sul da Europa. Outros não. À fim, alguém tem de pagar a crise do sistema bancário internacional. E não falo apenas da crise provocada polo estourido  da borbulha do crédito. Falo também da outra crise. Se calhar da verdadeira crise. Porque, talvez, a primeira crise não é mais do que o disfarce da segunda. Falo da &#8220;crise&#8221; política na América do Sul.</p>
<p>Sim, porque na feliz segunda metade do século XX, o quintal (ou backyard como dizem eles) dos EUA estava bem atado e sob controle. Com ditaduras amigas que garantiam o bom curso da nossa agenda colonial e a paz social em muito países. Noutros, até permitíamos a farsa sufragista, seguros de que ganhariam sempre os nossos (o que Galbraith chamou a burguesia cliente) .</p>
<p>Um dos mecanismos de controlo mais lucrativos, eram os empréstimos  concedidos a todos os países do subcontinente sul-americano (assim como aos da América Central, África, e diversos estados asiáticos). Centralizados através do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), estes empréstimos, para além dum importante mecanismo de controlo político,  supunham (e ainda supõem) uma fonte imensa de benefícios para a banca privada internacional. Imagine, centos ou até milhares de milhões de pessoas polo mundo todo a trabalhar para si.</p>
<p>Com efeito, nalguns países do cone sul americano, o importe dos interesses anuais a pagar ultrapassava os 80 % do seu Produto Interior Bruto (PIB).  Como os ingressos do Estado provêm fundamentalmente dos impostos pagados polos seus cidadãos (e empresas, mas os lucros empresariais também se derivam do trabalho dos cidadãos, polo que tudo vem dar no mesmo), o balanço resultante é que os cidadãos destes países estavam (muitos ainda estão) a pagar com o seu trabalho os lucros da banca privada internacional. Por outras palavras, que a banca internacional contava (e ainda conta) com milhares de milhões de escravos no mundo inteiro que trabalhavam (e trabalham) para pagar os interesses duma dívida que eles nunca quiseram contrair.</p>
<p>O mais engraçado do tema é que os organismos e os media internacionais apresentavam estes empréstimos como se dum ato de caridade se tratasse. &#8220;Estamos a ajudar os países em vias de desenvolvimento&#8221;, diziam. Por vezes, até &#8220;perdoavam&#8221; uma parte da dívida a países que atravessavam graves problemas como catástrofes naturais e outros. É claro que esses países já pagaram com acréscimo a sua dívida, mas ainda ficavam interesses por pagar <em>ad aeternum</em>&#8230;</p>
<p>Até ai tudo era felicidade. O problema chega na década dos 2000. Os EUA andavam muito atarefados a invadir países no Oriente Meio,  e não reagiram a tempo perante algumas das mudanças que se estavam a produzir no seu quintal do sul. Foi assim como começaram a chegar aos governos curiosos personagens como os Chávez, Lula, Morales, Kirchner, e demais.  Entre expropriação e expropriação de transnacionais estrangeiras, estes governantes ainda tiveram tempo de saldar a dívida dos seus países com o FMI e o BM (ou simplesmente negaram-se a continuar pagando os interesses). Foi assim como a banca privada internacional perdeu (parcialmente) vários centos de milhões de escravos, com as quantiosas perdas económicas consequentes.</p>
<p>Mas se queremos evitar o colapso do sistema bancário internacional, obviamente, alguém tem de compensar por essas perdas. Foi assim como se acordou que seria a Europa do sul (e seguramente depois também do Leste) quem pagaria a fatura. Assim, os portugueses, gregos, espanhóis e, quase com total certidão, também os italianos, substituiriam aos brasileiros, venezuelanos, bolivianos e argentinos como escravos do sistema financeiro internacional. E não apenas solicitando créditos particulares para comprar objetos que não precisam como símbolos de status, que é o que vinham fazendo até agora. Não. Doravante também sendo mungidos polos seus respetivos estados através duma carga fiscal crescente para pagar uma dívida que eles não contraíram.</p>
<p>Perante as previsíveis tensões sociais, decidiu-se começar a pequenas escala. Com Irlanda, Portugal e Grécia, como pequenos laboratórios para a  &#8220;latinamericação&#8221; do sul e leste da Europa. Foi assim como se criou o mito da falência destes estados (devido sem dúvida à sua, geneticamente determinada, preguiça patológica). Foi assim como os seus cidadãos viraram escravos da banca privada internacional. Agora é a quenda dos espanhóis. Depois virão os italianos (já se está preparando o regresso de Berlusconi, o palhaço que  melhor pode pôr em cena a ópera buffa da &#8220;quebra&#8221; da Itália). Finalmente será o turno dos do leste.</p>
<p>Com essa bomba de oxigénio recebida pola grande banca é com o que se está a financiar o milagre da &#8220;recuperação&#8221; alemã. É o que noutrora se chamou de &#8220;colonialismo interno&#8221;, agora a escala europeia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/924/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=924&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Apalpador e outros contos</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2012 12:09:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O Apalpador ou Pandigueiro é uma figura mitológica pouco conhecida até há poucos anos fora das montanhas orientais da Galiza. Nessas montanhas, nomeadamente no Courel, mas semelha que também nos Ancares, os mais&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/12/31/o-apalpador-e-outros-contos/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=920&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/12/31/o-apalpador-e-outros-contos/apalpador/" rel="attachment wp-att-921"><img class="alignnone size-full wp-image-921" alt="apalpador" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/12/apalpador.jpg?w=960"   /></a></p>
<p>O Apalpador ou Pandigueiro é uma figura mitológica pouco conhecida até há poucos anos fora das montanhas orientais da Galiza. Nessas montanhas, nomeadamente no Courel, mas semelha que também nos Ancares, os mais idosos, e não só, lembram ainda as histórias que os seus pais e avós contavam sobre um velho carvoeiro de considerável porte que baixava das montanhas no Natal com um saco cheio de castanhas. Segundo a tradição, o Apalpador apalpava, dai o seu nome, o ventre das crianças para ver se estavam bem mantidas e, em caso contrário ou em qualquer caso, segundo as versões, deixava uma presinha de castanhas para os miúdos.</p>
<p>Assistimos, nos últimos anos a uma série de campanhas, com origem normalmente nos distintos centros sociais da Galiza, para recuperar e espalhar esta figura tradicional do Natal galego, substituindo assim outros seres mitológicos análogos, percebidos como forasteiros, como o Santa Claus ou Papá Noel.</p>
<p>Claro que o caminho de volta do Apalpador aos lares galegos nem sempre é fácil, pois a figura conta também com os seus detratores.</p>
<p>O primeiro que disseram é que o Apalpador é um invento diferencialista do nacionalismo galego. Porém, o recente trabalho etnográfico da Gentalha do Pichel, demonstra tratar-se duma figura tradicional ainda viva na memória das comarcas ocidentais:</p>
<p><span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='960' height='570' src='http://www.youtube.com/embed/hZMpYnt7AXk?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span></p>
<p>Na mesma linha, também afirmaram que o Apalpador não é mais do que a mimética adaptação galega do Olentzero basco (o qual também seria, por sua vez, um invento folclórico nacionalista).  Na verdade, provavelmente tanto o Apalpador, quanto o Olentzero, quanto o Weihnachtsmann, quanto o Dedo Mráz, etc., partilhem uma origem comum na tradição europeia pré-cristã. Por outras palavras, são distintos nomes para um único deus ou ser mitológico pagã associado com o inverno e, nomeadamente, com as tradições milenárias do solstício. Como acontece tipicamente com os deuses pagãos (no mundo germânico, parece que seria Odin), a cristianização da Europa seguiu duas estrátegias: 1.- A supressão pola via da demonização (assim o Apalpador viraria provavelmente o Homem do Saco, muito útil em toda a Europa quando se trata de assustar crianças); ou 2.- A assimilação pola via da santificação (assim o Apalpador virou São Nicolau ou Santa Claus, dependendo dos países).</p>
<p>Esta tese contradiz o segundo dos problemas que o nacionalismo espanhol tem com o Apalpador. Segundo eles, a figura do Apalpador seria um fetiche localista, face ao universalismo de, por exemplo, uns bons Reis Magos. Porém, esses Reis Magos, embora omnipresentes na tradição cristã (e outras anteriores, pois esses Três Reis não são se não as três estrelas mais brilhantes do cinto de Orion), como trazedores de presentes natalícios são quase exclusivos da Espanha e algumas ex-colónias. Porém, o nosso Apalpador, como vimos de ver é, sob distintos nomes, um trazedor de presentes muito mais universal que pertence à cultura ancestral pan-europeia, e graças à Coca-Cola, já também à cultura popular do mundo inteiro.  O problema é que para alguns apenas Madrid é universal, enquanto o resto do mundo é &#8220;pailanismo localista&#8221;.</p>
<p>O terceiro dos problemas que os nacionalistas espanhóis semelham ter com o Apalpador, concerne o seu método de auscultação. Segundo eles, apalpar a barriga das crianças para comprovar se comeram bem, é um sintoma claro de pederastia. Como é claro que a perversão, como a beleza, está no olho do que observa, eu pessoalmente teria muito cuidado com os que chamam de pedófilo ao bom do Apalpador, não vaia ser o demo&#8230;</p>
<p>Alguns afirmam, aliás, que se um velho farrapento entrasse na sua casa para trazer castanhas, iriam buscar a espingarda. Imagino que essas mesmas pessoas também deixariam, vassoira em mão, teso dum golpe o sujo rato conhecido na Espanha como &#8220;Ratoncito Pérez&#8221;, para imediatamente chamar uma empresa de desratificação e comprar um gato. E nem quero pensar o que fariam esses indivíduos se vissem entrar pola porta três &#8220;moros en camello&#8221; fedendo a incenso, pois isso é o que são os Reis Magos na mitologia cristã. Temo que ficariam as tendas de armas sem perdigões.  Tenho certeza de que a lenda segundo a qual a mãe de Deus foi inseminada por uma língua de lume, semelhará-lhes um conto lisérgico de ressonâncias satânicas e que acharam bárbaro e não apto para menores o canibal ritual dominical de comer a carne de Cristo e beber o seu sangue.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/920/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/920/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=920&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Terrorismo de Estado</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Oct 2012 16:15:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[DIREITOS HUMANOS? Nesta segunda feira, 30 de Outubro de 2012, a polícia espanhola arrestou um casal de Ferrol acusados de pertença ao suposto grupo terrorista Resistência Galega. Nomeadamente, as acusações giravam arredor da&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/31/terrorismo-de-estado/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=916&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>DIREITOS HUMANOS?</p>
<p>Nesta segunda feira, 30 de Outubro de 2012, <a title="arresto" href="http://www.europapress.es/galicia/noticia-policia-detiene-ferrol-presuntos-miembros-resistencia-galega-julio-cesar-sayans-silvia-maria-casal-20121030000308.html" target="_blank">a polícia espanhola arrestou um casal</a> de Ferrol acusados de pertença ao suposto grupo terrorista Resistência Galega. Nomeadamente, as acusações giravam arredor da ideia de que os acusados participavam no financiamento do grupo.</p>
<p>A legislação anti-terrorista espanhola permite manter incomunicados, sem acusação formal nem provas, os suspeitos de terrorismo durante cinco dias e cinco noites para serem interrogados. Durante esse período, estes suspeitos não tem direito a falar com ninguém, nem sequer com o seu advogado. Este feito isolado já constitui uma violação flagrante dos mais elementares direitos humanos (a começar pola presunção de inocência). Porém, no caso que nos ocupa concorre um facto ainda muito mais horrível: a polícia levou à comissaria <a title="Bebé de 8 mesmes" href="http://www.sermosgaliza.com/artigo/galiza/prenden-en-ferrol-outr-s-duas-independentistas/20121030090318007073.html" target="_blank">o filho  do casal</a>, <strong>um bebé de 8 meses</strong>, que permaneceu 5 horas sem comer nem beber!</p>
<p>A primeira pergunta que cumpre formular é que sentido faz levar um bebé para a comissaria onde os seus pais estão a ser interrogados em regime de isolamento. O lógico seria que se ocupassem dele os serviços sociais durante o tempo estritamente necessário para procurar um familiar que se encarregue da criança. A única possível explicação para manter sequestrado o menino na comissaria durante 5 horas, é exercer uma brutal <strong>tortura psicológica</strong> sobre os pais e particularmente <a title="Arma de guerra" href="http://lupeces.blogspot.com.es/2012/10/silvia-arma-de-guerra.html" target="_blank">sobre a mãe</a>.</p>
<p>A mãe saiu hoje <a title="Liberdade" href="http://www.europapress.es/galicia/noticia-policia-deja-libertad-mujer-detenida-operacion-contra-resistencia-galega-20121031131024.html" target="_blank">em liberdade</a>, se é que alguém pode ser livre num regime como o espanhol. A segunda pergunta é, pois, que sentido faz estar a deter, sem provas e com grande barulho mediático, sistematicamente  pessoas acusadas de terrorismo para deixá-las na rua depois de poucos dias?<br />
RESISTÊNCIA GALEGA</p>
<p>Neste caso, aparentemente, o suposto delito é vender lotaria para financiar ilegalmente a banda Resistência Galega (RG). O problema é não existe qualquer prova da existência duma organização terrorista na Galiza. É verdade que na Galiza existem grupos mais ou menos organizados que comentem atos de sabotagem e vandalismo em nome de determinadas ideologias políticas. Porém, o que não se demonstrou, é que esses grupos constituam uma organização digna de tal nome. A tal &#8220;Resistência Galega&#8221; é um invento do Ministério do Interior espanhol e nasce da necessidade de<strong> criar um inimigo</strong> para atemorizar os cidadãos, criar um estado de exceção permanente (leis anti-terroristas) que justifique o uso de medidas anti-democráticas e a violação sistemática dos direitos humanos por parte do Estado, assim como o acosso e criminalização de qualquer movimento social contestatário.</p>
<p>Esta organização fantasma foi criada a partir dumas entrevistas do seu suposto líder e ideólogo para o jornal digital Galicia Confidencial há agora poucos anos. Quem era esse indivíduo que como chegaram até ele os jornalistas em mais duma ocasião sem que a polícia o localizasse e arrestasse são perguntas que ficam no ar. Paradoxalmente, foi este mesmo &#8220;ideólogo&#8221; quem afirmou que RG era uma não-organização. Por suas palavras, Resistência Galega era qualquer indivíduo que se opusesse da maneira que for aos interesses das forças de ocupação espanholas na Galiza. Apesar do caráter extremamente difuso deste conceito (que descarta qualquer hipótese de existência duma organização), estas entrevistas foram o ponto de partida mediático para criar um falso <strong>nexo comum</strong> entre os atos de sabotagem que se vinham produzindo na Galiza de maneira dispersa ao longo dos últimos anos.</p>
<p>Este nexo comum seria uma suposta organização a qual, como explicamos acima, serve como álibi para o terrorismo de Estado.<br />
CRIME E CASTIGO</p>
<p>Como algo que não existe pode ser financiado ilegalmente? Não pode, por isso as acusações caem polo seu próprio peso e agora a investigação vai-se centrar em averiguar se os acusados tinham permissão para a venda de lotaria e se pagavam os correspondentes impostos por esta atividade. Quer dizer, que um suposto delito de financiamento do terrorismo fica, depois dum grande operativo policial e mediático, num (suposto!) simples problema fiscal. Isso sim, a ver quem vai compensar os acusados polo medo passado, polas torturas, polo possível trauma do seu filho e polo dano à sua imagem. Sim, pois o Ministério do Interior facilitou à imprensa, de maneira ilegal, toda a informação relativa ao casal, incluindo nomes e endereços. Os media publicaram também, de maneira ilegal, fotos do casal e até do menino de 8 meses!</p>
<p>A &#8220;JUSTIÇA&#8221; AO SERVIÇO DO PARTIDO POPULAR</p>
<p>A quem e para que serve o mito de Resistência Galega? O mito de Resistência Galega serve aos interesses do Reino da Espanha e, nomeadamente, aos do Partido Popular. Vejamos como:</p>
<p>1.- O medo. Como já mencionamos antes de maneira breve, o falso inimigo cria uma psicose de guerra, de ameaça, que faz com que os cidadãos procurem proteção mesmo a custo de sacrificar os seus direitos e liberdades.</p>
<p>2.- O antedito, para além de permitir um estado policial de exceção permanente, faz com que o voto se concentre nos partidos que prometam &#8220;mão dura&#8221;.</p>
<p>3.- A ameaça separatista faz com que os cidadãos consciente ou inconscientemente nacionalistas (espanhóis) fechem filas arredor do partido que eles percebem como &#8220;o voto útil da unidade nacional&#8221;. ETA foi tradicionalmente o melhor argumento eleitoral do PP e, agora que não existe, têm de inventar outra.</p>
<p>5.- O mito terrorista, permite, como indicamos, ao aparato repressivo do estado, acossar qualquer forma de auto-organização popular, fustigando continuamente os seus membros, semeando o terror entre eles, e impedindo a expansão destes movimentos a meio desse mesmo medo e da criação dum estigma que associaria as suas atividades, propostas e ideias com o demo do &#8220;terrorismo&#8221; (dificultando assim o achegamento de cidadãos do comum a estes movimentos).  Numa palavra, a criminalização do tecido associativo.</p>
<p>6.- Por último, mas não menos importante, esta ameaça terrorista fantasma (com a correspondente parafernália policial e o correspondente barulho mediático criados arredor dela) desvia a atenção da opinião pública dos problemas reais do país. Num momento no que o governo de Rajoy vem de hipotecar o futuro dos cidadãos para resgatar a banca com o suor na nossa frente, e agora que se prepara o grande resgate da Espanha (que na prática há supor a cessão à banca internacional da escassa soberania que lhe restava ao Reino), cumpre desviar a atenção com falsas cruzadas nacionalistas e alimentar a miragem de que o PP continua a ser o defensor das essências pátrias numa Espanha que já quase não existe como estado soberano (pois como estado de direito nunca existiu).</p>
<p>Observamos pois como o Partido Popular não duvida em manipular inescrupulosamente todas as molas do Estado (poder legislativo, justiça, polícia, etc.) e demais molas do poder (médios de comunicação, etc.) para proteger, por uma banda os seus interesses partidistas e, pola outra, a inconfessável agenda dos especuladores mundiais. Se para isso devem arruinar a vida das pessoas, isso é o de menos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/916/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/916/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=916&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eleições da Galiza 2012: Uma análise apressurada</title>
		<link>http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/22/eleicoes-da-galiza-2012-uma-analise-apressurada/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2012 00:15:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Abstenção A primeira força política da Galiza é a abstenção. Ainda mais se a ela somamos os votos nulos e brancos e as opções políticas assimiláveis com o voto em branco. Qualquer hipótese&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/22/eleicoes-da-galiza-2012-uma-analise-apressurada/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=911&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Abstenção</strong></p>
<p>A primeira força política da Galiza é a abstenção. Ainda mais se a ela somamos os votos nulos e brancos e as opções políticas assimiláveis com o voto em branco. Qualquer hipótese de derrotar eleitoralmente o PP passa por mobilizar uma porção significativa do abstencionismo cara forças políticas com possibilidades de obter deputados. Porém, em mais de três décadas de regime sufragista (mal chamado democracia), nas eleições autonómicas isto apenas aconteceu duas vezes.<br />
Confluem três fatores:</p>
<p>1.- O ceticismo da população galega. Muita dela ciente de que esta democracia é apenas uma miragem.</p>
<p>2.- A escassa credibilidade da oposição.</p>
<p>3.- A habilidade do PP para desmobilizar a porção da população mais proclive ao abstencionismo (alimentando esse ceticismo do que falamos no ponto primeiro).</p>
<p><strong>Partido Popular</strong></p>
<p>Com 140.000 votos menos que em 2009 e o pior resultado em número de votos desde 1985, o PP obtêm uma das maiorias absolutas mais cómodas da sua história nas eleições à CAG. 41 deputados, 3 mais do que em 2009.<br />
Estes dados falam eloquentemente do sistema eleitoral e da democracia que temos. Além do mais, agora o PP tem o cheque em branco que precisava para reduzir o número de deputados da câmara galega de 75 para 61, o que na prática vai supor o enquistamento deste partido no poder, quando já neste momento resulta difícil diferenciar o partido das instituições.<br />
Para além da carretagem, o clientelismo, o voto cativo e outros lugares comuns que a oposição vem usando, qual ladainhas, para justificar as suas derrotas, a verdade é que o PP tem uma impressionante e sólida base eleitoral na Galiza. Claro que o controlo absoluto dos media (tanto públicos quanto privados) também ajuda para fazer com que a propaganda do PP seja a base de qualquer marco interpretativo empregue pola população galega.<br />
Com essa base eleitoral cumpre contar sempre.<br />
A desfeita continua. E por cima a impressa internacional vai interpretar esta vitória como a anuência dos &#8220;espanhóis&#8221; para com as políticas impostas sobre Rajoy por parte da banca internacional (e o seu intermediário a União Europeia). O bom disto é que nas semanas vindouras a Espanha deixará de existir como estado soberano para se converter oficialmente num protetorado da banca. O mau é que os espanhóis vão pagar com o suor da sua frente a infinda cobiça dos amos do mundo.  Eu, que tenho amigos e família na Galiza, não podo evitar antecipar o seus sofrimentos&#8230;</p>
<p><strong>Partido Socialista</strong></p>
<p>Com 230.000 votos menos que em 2009, este foi o partido mais duramente castigado polos eleitores. Mas o raro não é isso. O que admira é que este partido OVNI ainda exista na Galiza. Este facto demonstra, melhor do que nenhum outro, até que ponto a Galiza é uma colónia povoada por zumbis: Qualquer produto que nos enviem de Madrid, por absurdo que for, tem mercado.</p>
<p><strong>Alternativa Galega de Esquerda</strong></p>
<p>Foi a grande surpresa da jornada, convertendo-se na terceira força parlamentar. Somando os votos de AGE e mais o Bloco, temos por volta dos 350.000, um dos melhores resultados da social-democracia (real, não da do PSOE) na Galiza. O positivo foi que o Beiras foi quem de mobilizar muito votante apático. O mau é que semelha este um gigante com os pés de barro, já que o seu principal e único ativo logo há entrar na casa dos 80 anos. Quando o Beiras se retire, o mais provável é que o projeto se desinche eleitoralmente como uma bola fofa. A única maneira de evitá-lo seria que uma porção significativa desses 200.000 votantes se implicassem no ativismo social, criando uma massa crítica ativa. O problema é que como a UPG, o PCE (que controla Izquierda Unida) boicoteia tudo o que não controla e que não semelha ter vontade nem capacidade de realizar qualquer projeto de autogestão (o único que pode mobilizar a massa crítica de forma permanente). Pola experiência noutros territórios do Estado, a principal aspiração de IU enquanto plataforma eleitoral é colocar os seus peões nas instituições.</p>
<p>Honestamente, espero estar enganado.</p>
<p><strong>Bloco Nacionalista Galego</strong></p>
<p>O BNG levou a hóstia da sua vida (e a última duma longa concatenação de hóstias). Bem merecida. Eu votei por eles e não me arrependo. Mas como não apreendam desta acho que o partido está condenado a se converter numa força residual. Primeiro é um partido que sempre tentou instrumentalizar todos os movimentos sociais e que boicoteia ativamente tudo aquilo que não controla. Segundo, que desde que chegaram às instituições perderam qualquer contacto que pudessem ter com a sociedade. Terceiro, a vontade de se institucionalizar a qualquer preço (virando um papaventos a mercê de cálculos meramente  eleitoralistas) . Quarto, os casos de corrupção (insignificantes a respeito do PP, mas o eleitorado potencial do Bloco não entra por esse aro como o do PP). Quinto, carência absoluta dum projeto de país, cobardia política e falta de criatividade. Sexto, cúpula inçada de pessoas medíocres. Sétimo, carência de humildade. Poderíamos continuar, mas, bom por aquilo do que quem estiver livre de pecado e tal e qual, imo-lo deixar aqui. Soluções? Eu que sei. Primeiro, processo de refundação aberto à sociedade e baseado no talento e na meritocracia. Segundo, provem a apoiar os movimentos sociais sem afã de controlo e de protagonismo, sem faixas e sem bandeiras. Hmm, no, that&#8217;s  not happening. Esqueçam-no.</p>
<p><strong>UPyD</strong></p>
<p>Esperpento.</p>
<p><strong>Eb</strong></p>
<p>Idiotice.</p>
<p><strong>SDC</strong></p>
<p>Mario Conde.</p>
<p><strong>Compromisso por Galiza</strong></p>
<p>Resultado previsto. Não desesperem. O seu dia chegará. O primeiro objetivo deveria ser tentar apagar o PSOE do mapa da Galiza. Não é brincadeira. O PP está muito duro. A abstenção não sei se lhes fará muito caso. O PSOE na Galiza é um morto vivente. Lume!</p>
<p><strong>PACMA</strong></p>
<p>Animalinhos.</p>
<p><strong>DO</strong></p>
<p>WTF.</p>
<p><strong>Partido da Terra</strong></p>
<p>Quantitativamente, os resultados são meritórios. Triplica os votos de Nós-UP e iguala os da FPG. Para ser um partido novo (primeiras eleições de verdade), com ideias bizarras, sem recursos, e a escrever em português, 3.000 e pico votos não está nada mal.  Três mil votos significa que a mensagem chegou a muita mais gente e que provavelmente muito desse pessoal poderia votar no PT num futuro.<br />
Claro que, quantitativamente, estes resultados não passam duma anedota. Porém, na minha humilde opinião, o PT não deveria preocupar-se tanto pola quantidade quanto pela qualidade. Três mil votos não são nada, mas três mil ativistas envolvidos em projetos de autogestão democrática seriam um muito bom começo: cooperativas de ensino, banca ética, cooperativas de agricultura ecológica, cooperativas de consumo responsável, locais sociais que dinamizem a vida dos bairros e aldeias,&#8230; são apenas alguns exemplos de iniciativas que poderiam servir de pontos de encontro da cidadania e de maneiras de artelhar a sociedade desde a base criando uma cultura participativa e democrática.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/911/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/911/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=911&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Carretagem de idosos em cadeiras de rodas em Lugo</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 12:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Como podemos observar nestas imagens de La Voz de Galicia (BOICOZ!), destacados membros do PP local de Lugo passaram a manhã a acarretar pessoas idosas em cadeiras de rodas para votar no colégio&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/21/carretagem-de-idosos-em-cadeiras-de-roda-em-lugo/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=903&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Como podemos observar nestas imagens de La Voz de Galicia (BOICOZ!), destacados membros do PP local de Lugo passaram a manhã a acarretar pessoas idosas em cadeiras de rodas para votar no colégio eleitoral de Rio Neira (Lugo). O artigo pode-se ler <a title="Artigo carretagem" href="http://es.scribd.com/doc/110672121/273-de-Ancianos-en-Silla-de-Ruedas-en-Lugo" target="_blank">aqui</a> (BOICOZ!)</p>
<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale-php.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-904" title="scale.php" alt="" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale-php.jpeg?w=960&#038;h=541" height="541" width="960" /></a></p>
<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale3-php.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-906" title="scale3.php" alt="" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale3-php.jpeg?w=960&#038;h=541" height="541" width="960" /></a></p>
<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale2-php.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-905" title="scale2.php" alt="" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale2-php.jpeg?w=960&#038;h=541" height="541" width="960" /></a></p>
<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale4-php1.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-908" title="scale4.php" alt="" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/scale4-php1.jpeg?w=960"   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/903/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/903/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=903&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Empoleirado</title>
		<link>http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/17/o-empoleirado/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2012 00:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Andava eu o outro dia a dar um passeio ali pola banda de Porto de Mouros quando, assim de repente, encontro Alberto Núñez Feijóo empoleirado no poste dum valado. Se não fico pampo,&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/10/17/o-empoleirado/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=892&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/feijoo_empoleirado.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-893" title="Feijóo empoleirado" alt="" src="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/10/feijoo_empoleirado.jpg?w=960"   /></a></p>
<p>Andava eu o outro dia a dar um passeio ali pola banda de Porto de Mouros quando, assim de repente, encontro Alberto Núñez Feijóo empoleirado no poste dum valado. <em>Se não fico pampo</em>, pensei para mim.</p>
<p>Quis me achegar para saudá-lo, mas o poste em questão estava fortemente custodiado por agentes anti-distúrbios que me perguntaram se tinha um convite. Convite não tinha. Assim que, com o lombo bem quentinho por ter tido a ousadia de me dirigir à autoridade em dialeto vernáculo, afastei-me do lugar dirigindo os meus passos na direção dum velhinho que observava, incólume, a cena apostado baixo a esquálida sombra dum eucalipto.</p>
<p>- <em>Que faz esse ai?</em> Perguntei.</p>
<p>- <em>Fazer? Ai não che sei meu filho.</em> Respondeu o velho com cético aceno que ameaçava laconismo. <em>Diz-que</em>, prosseguiu esconjurando a ameaça, <em>leva ai por volta de três anos e meio&#8230;</em></p>
<p>- Incrédulo, perguntei quase para mim próprio, <em>e que caralho fez três anos e meio empoleirado num poste?</em></p>
<p>- <em>E que havia fazer? Nada.</em> <em>Mas desfazer, desfez quanto pôde. Sei que ele o que queria era ir para Madrid e disseram-lhe que para aló chegar tinha antes que passar oito anos subido nesse poste.</em></p>
<p>- <em>A modo ho&#8230;</em> <em>e logo, como subiu?</em></p>
<p>-<em> Subir, não creio que subira, mais bem subiram-no.</em></p>
<p>-<em> Quem?</em></p>
<p>- <em>A mim que me registem, que eu não fui.</em></p>
<p>- <em>Quem foi logo?</em></p>
<p>-<em> E quem havia ser? Os &#8220;gallegos&#8221;&#8230;</em></p>
<p>- <em>Ah&#8230; Mas, por que?</em></p>
<p>- <em>Isso eu não cho sei. O único que sei é que ele ai não pinta nadinha e que nada pode fazer acima desse poste. Assim que o único que podemos fazer nós por ele é ajudá-lo a baixar&#8230;  se nos deixam os &#8220;gallegos&#8221;&#8230;</em></p>
<p>- <em>E logo, por que não nos haviam deixar&#8230;?</em></p>
<p>Bem não rematara de formular a minha pergunta, já o velho se erguia sem muita dificuldade do seu posto de observação e começava a avançar parcimonioso apoiado num cajato de toxo.</p>
<p><em>- Bom, é-me muito hora que tenho que botar de comer aos animais. Outro dia continuamos a conversa. Fique bem.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/892/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/892/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=892&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">koroshitchy</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Votarei BNG</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 20:22:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que levo mais de 10 anos sem votar. Na verdade nem lembro bem. Lembro apenas que a última vez que tinha intenção de votar foi em 2003. Daquela não pudera por que a minha moça estava doente e tive de ficar em Compostela para cuidar dela. Depois deixei a Galiza. Registei-me em embaixadas espanholas três vezes. As duas primeiras vezes  não me chegou a documentação para votar. Porém, na verdade, não sei se o teria feito. Desta volta roguei o voto e venho de receber a documentação.</p>
<p>Pré-selecionei quatro listas como não-lixo: Partido da Terra (PT), Bloco Nacionalista Galego (BNG), Compromisso por Galiza (CxG) e Alternativa Galega de Esquerdas (AGE). O resto já estão no caixote do papel para reciclar.</p>
<p><strong>Partido da Terra</strong></p>
<p><em>Prós</em></p>
<p>- O PT é o único partido com propostas verdadeiramente transformadoras, tanto no sentido democrático quanto no ético,  no económico e no social.</p>
<p>- Conta nas listas com pessoas da qualidade dos Ernesto Vázquez Souza ou dos Joam Evans Pin, por nomear apenas dous. Apenas por isso já dava ganas de votar por essa lista.<br />
<em>Contras</em></p>
<p>- Não tem qualquer hipótese de chegar ao mínimo do 5%, pelo que, infelizmente,  votar PT significaria votar PP.</p>
<p>- As posturas explicitamente anticientíficas dalguns dos seus membros mais destacados fazem muito difícil neste momento um achegamento a este partido.</p>
<p>- Apresentarem-se às eleições autonómicas, sem ter começado a trabalhar no seu modelo social nem em uma paróquia só, é começar a casa pelo telhado.</p>
<p><strong>Compromisso por Galiza</strong></p>
<p><em>Prós</em></p>
<p>- É o partido com o potencial mais grande para conectar com a sociedade galega de hoje (quando  se consolidar).</p>
<p><em>Contras</em></p>
<p>- Ideias pouco inovadoras e pouco ambiciosas (até dentro do seu espectro ideológico).</p>
<p>- Projeto pouco consolidado com aspirações eleitorais incertas para o 21-O.</p>
<p><strong>Alternativa Galega de Esquerdas</strong></p>
<p><em>Prós</em></p>
<p>- Beiras (A Crunha).</p>
<p>- É o partido que mais potencial tem para colheitar o voto da &#8220;indignação&#8221;. Por outras palavras, votantes que normalmente ficariam na casa ou que votariam por opções políticas sem hipóteses de alcançar representação.</p>
<p><em>Contras</em></p>
<p>- É altamente provável que o projeto morra quando Beiras se retire da política, já que é duvidoso que os setores galeguistas se submetam durante muito tempo ao férreo controlo e manipulação do PCE (vejam-se por exemplo as mentiras eleitorais e as ânsias de protagonismo de Cayo Lara estes dias em Vigo).</p>
<p>- Izquierda Unida é um partido que aspira a representar o voto útil da esquerda e a institucionalizar-se. Portanto, tão aginha como toque poder e comece a criar <em>chiriguitos</em> e a colocar os seus peões, perderá o halo &#8220;revolucionário&#8221; e a capacidade para canalizar o voto &#8220;indignado&#8221;. Para isso já temos o BNG.</p>
<p>- Izquierda Unida é uma sucursal dum partido espanhol e portanto carece de soberania para defender os interesses da Galiza quando exista um conflito com outros lugares do Estado.</p>
<p>- É improvável que obtenham representação por Ourense e Lugo. Até em Ponte-Vedra não está claro neste momento.</p>
<p><strong>Bloco Nacionalista Galego</strong></p>
<p><em>Prós</em></p>
<p>- É o projeto político mais maduro e consolidado da esquerda galega e o único que tem garantida a representação nas quatro províncias.</p>
<p>- É, com diferença, o partido que está a ser mais duramente atacado e caluniado polos media do sistema. Por algo será. Por algo será também que quando a polícia elege um representante sindical para malhar nele e &#8220;escarmentá-lo&#8221;, escolhem um da CIG.</p>
<p>- Discurso mais nitidamente de esquerdas e soberanista a respeito do passado recente. Isto é simples marketing eleitoral, mas o mero feito de reclamar a soberania fiscal para Galiza (ainda que logo fique em água de castanhas), já supõe um salto qualitativo a respeito do que nos tinham acostumados ultimamente.</p>
<p>- É um projeto genuinamente galego (sim, também em sentido pejorativo).</p>
<p><em>Contras</em></p>
<p>- Como dizia-mos antes a respeito de IU, o BNG é um partido que aspira ser o voto útil da esquerda (e, neste caso, do nacionalismo) para assim institucionalizar-se, criar os seus <em>chiringuitos </em> e colocar os seus peões (amiúde, políticos profissionais sem ofício nem benefício). Mas bom, infelizmente, isto aplica-se a todos os partidos agás, esperemos, ao PT. Gostemos ou não, nesse sentido somos muito espanhóis e, já que logo, corruptos.</p>
<p>- Relacionado com o ponto anterior, até agora o BNG (igual que IU), limitou-se a gerir as instituições de maneira convencional e pouco criativa e sem desafiar os limites marcados polo sistema.</p>
<p>- A UPG/BNG tem um potencial de penetração social limitado pois, como PCE/IU, concebe o partido como o centro neurálgico da sociedade do que qualquer outro movimento social deve ser tentacular. Uma sociedade democrática, por razões óbvias, não tolera esse tipo de paternalismo partidista.</p>
<p>CONTEXTO POLÍTICO</p>
<p>Analisados de forma quase esquemática os prós e os contras das distintas opções, daremos a seguir algumas das chaves que justificam a nossa escolha (BNG).</p>
<p>Poderíamos falar de inúmeros fatores: a língua, o desemprego, a economia, a dívida pública, a tirania dos mercados, a corrupção política, o desmantelamento dos serviços públicos e, nomeadamente, a sanidade e a educação, etc. que aconselham afastar Feijóo da Junta o antes possível. Em todas essas frontes, qualquer das quatro opções hoje apresentadas faria sem dúvida uma gestão melhor que a do nefasto PP de Feijóo, o qual limitou-se a destruir o feito polo bipartido PSOE/BNG (que não era muito) e a fazer hipocritamente propaganda de austeridade enquanto na verdade o seu governo, como sempre faz o seu partido, a esbanjava e desviava fundos públicos para empresas e <em>chiringuitos</em> afins.</p>
<p>SOBERANIA/DEPENDÊNCIA<br />
Porém, assim como em determinadas questões como a educação e a sanidade a cor política do governo da Junta pode fazer muita diferença, no resto (como economia e emprego), as competências da Junta da Galiza são claramente insuficientes para tentar mudar de maneira significativa a péssima situação. Isto não quer dizer que não seja possível fazer nada, mas tudo o que se fizer no contexto atual será insuficiente polas limitações estruturais intrínsecas da autonomia galega. Neste sentido, o BNG foi o único partido que tem proposto de forma valente uma medida concreta para avançar no autogoverno galego: a soberania fiscal. Não é tudo, mas já é algo. Com soberania fiscal, já poderíamos estimular de maneira mais efetiva a iniciativa empresarial (nomeadamente no referido à ciência e a inovação) e atrair investimentos, fomentando destarte a criação de emprego.<br />
Neste sentido as propostas de AGE ficam num vago &#8220;avançarmos cara a autodeterminação&#8221; (o antigo discurso do BNG). Sim, mas como? Par além de que é sabido de que o jacobino Cayo Lara em Madrid é oposto a qualquer tipo de assimetria fiscal dentro do estado, como por exemplo o concerto económico basco ou o pacto fiscal catalão. CxG por enquanto não ousa assustar o eleitorado com este tipo de questões e o anti-estatalista PT está a anos luz deste tipo de debates.</p>
<p>ESQUERDA/DIREITA<br />
Assim como no eixo Galiza-Espanha, o BNG distanciou-se do seu competidor mais direto, a AGE, com a proposta da autonomia fiscal, no eixo esquerda/direita não se observam grandes diferenças para além da estratégia de campanha: Com o BNG dando uma imagem mais institucional para reforçar a ideia do &#8220;voto útil&#8221; e a AGE na rua com um discurso mais rebelde para pescar o voto indignado.  Porém, chegados à ação de governo não acho que vaia a haver grandes diferenças entre uns e outros. Até CxG tem um programa social-democrata à esquerda do PSOE e que no possibilismo prático não vai diferir muito do do BNG ou a AGE. O resto é estética.</p>
<p>DEMOCRACIA</p>
<p>Esta é a razão principal que me leva a votar nestas eleições assim como a escolher uma opção &#8220;possibilista&#8221; e, dentro destas, o BNG.</p>
<p>O detonante foi a instrumentalização descarada que a direita espanhola está a fazer do poder judicial com fines políticos. Não é que acreditasse nunca que o atual regime é uma democracia. Não. Porém, quando se viola de forma tão flagrante como está a fazer o PP o princípio fundamental da separação de poderes, fica claro que cumpre parar-lhes os pés como for. Cumpre combater da maneira que seja a acumulação de poder.</p>
<p>O PP já controla o poder executivo e legislativo a nível do Estado, pois controla Congresso dos Deputados e o Senado (embora o sistema bicameral espanhol seja meramente formal, porque o Senado é essencialmente inoperante polo que é o governo o que detenta os poderes legislativo e executivo). A isso temos que somar que o PP e o PSOE estão ao serviço do capital e da banca, polo que , aos poderes executivo e legislativo, cumpre somar o verdadeiro poder num regime capitalista, o poder económico. Visto os médios de comunicação,  o quarto poder, serem um apêndice do capital (pois são empresas em mãos de diversas sociedades de investidores, incluindo a banca), temos que na Espanha todo o poder está nas mesmas mãos.</p>
<p>Se o dito for insuficiente, vemos como a Junta do PP unta com todo descaro com cargo ao erário público os médios privados justo antes do começo da campanha. A seguir lança os seus juízes afins contra os partidos da oposição (com razão ou sem ela, que isso já quase tanto tem). Como a guinda do bolo, o PP ainda se permite golpear e torturar com toda impunidade qualquer pessoa que proteste na rua ou que simplesmente passasse por ai. Incluindo lideres sindicais como no caso do delegado comarcal da CIG em Trasancos.<br />
Um tal poder omnímodo e imoderado é absolutamente incompatível com qualquer conceção que tivermos da democracia (por convencional que esta for). E a situação não cessa de se degradar dia após dia&#8230;</p>
<p>Por isso, o meu voto polo BNG não significa que espere grandes cousas deste partido, significa um voto contra a acumulação de poder para tentar que quando menos a Junta não fique nas mesmas mãos de quem controla tudo o resto. Para evitar que o monstro continue a empregar todas as instituições para continuar a medrar e para blindar-se contra qualquer eventualidade.<br />
Escolho BNG por duas razões:</p>
<p>1.- Uma, que dentro do &#8220;possibilismo&#8221; é a opção mais anti-poder tanto no eixo esquerda-direita (permita-se-me continuar a empregar este convencionalismo no que cada dia acredito menos) quanto no eixo Galiza-Espanha.</p>
<p>2.- Duas, que, dentro desse mesmo odioso possibilismo,  semelha claro que é a força mais incómoda para o sistema neste momento, vistos os esforços empregues em desacreditá-la e destrui-la.</p>
<p>Assim, que mais uma vez e mais duma década depois, com a cabeça fria e a pinça no nariz, irei votar Bloco.</p>
<p>Dito isto, os meus melhores desejos para as outras três candidaturas consideradas, particularmente para o PT, que é o que votaria se votasse em consciência (aguardo que algum dia o farei). Todas quatro são importantes e necessárias, pois uma sociedade verdadeiramente democrática terá de ser necessariamente plural e todas as sensibilidades deveriam estar representadas em qualquer parlamento digno de tal nome. De facto, quem siga este blogue sabe que desde ele instigou-se a fragmentação do galeguismo com a fim de achegá-lo à sociedade e sabe também que na opinião do Koroshiya Itchy os partidos existem para sequestrar a democracia. Porém, os tempos são os que são e cumpre expulsar o cancro do PPsoE das instituições (bom, na verdade apenas o PP, pois malfadadamente por enquanto não podemos expulsar os dous tentáculos do poder ao mesmo tempo, polo que temos de escolher o mal menor). Não é a solução do problema, mas é o que podemos ir fazendo enquanto não artelhemos, desde a base, uma sociedade mais justa e racional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>NOTA: Devido ao spam proveniente alegadamente do Partido da Terra, os comentários neste artigo foram desativados. </strong>Este não é um blogue de propaganda para partidos políticos. Vaiam fazer demagogia a outra parte.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/882/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/882/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=882&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Harassment strategies at the workplace: The case of France Télécom Orange</title>
		<link>http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/06/16/harassment-techniques-at-the-workplace-the-case-of-france-telecom-orange/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jun 2012 23:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>koroshitchy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[HISTORICAL BACKGROUND After its privatisation and the buyout of the British company Orange, the French corporation France Télécom Orange has appeared often in the media because of a striking  wave of suicides among&#8230; <a class="read-more" href="http://koroshiyaitchy.wordpress.com/2012/06/16/harassment-techniques-at-the-workplace-the-case-of-france-telecom-orange/">Read More <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=854&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>HISTORICAL BACKGROUND</p>
<p>After its privatisation and the buyout of the British company Orange, the French corporation France Télécom Orange has appeared often in the media because of a striking  wave of suicides among its employees. Dozens of employees of this company have committed suicide since 2008  (and counting). This includes a tragic self-immolation in April 2011.</p>
<p>Some have blamed the plan NeXT, started in 2006, which contemplated 22,000 job cuts during a period of 3 years. Provided that an official labour force adjustment plan could potentially be expensive for the company, the corporate strategists devised a programme  aimed at making people willing to leave.  In the frame of this plan, managers were offered bonuses which were proportional to the number of employees they were able to get rid of.  In addition, they also received training on psychological manipulation techniques.</p>
<p>The result was a case of massive organised harassment and psychological abuse at the workplace. As a direct consequence of such a plan, and, in addition to the dozens of suicides and suicide attempts, it is estimated that thousands of employees and former employees of France Télécom Orange are receiving psychological or psychiatric advice. Most of them are also being medicated with antidepressants.</p>
<p>HARASSMENT IN THE CORPORATIVE ENVIRONMENT</p>
<p>The fact is that the manipulation strategies and techniques used by France Télécom Orange are far from being exceptional and, to a larger or lesser extent, have become pretty much the standard way of managing human resources in many corporations (and even, increasingly, in public agencies).</p>
<p>This video shows some of the techniques more commonly employed: systematic harsh interviews, absurd recriminations, setting unattainable tasks, social and/or physical isolation and ostracisation, transfer to a different city, assignment of degrading tasks, assignment of no project or of too many projects, having people travelling continuously from one company site to another for no good reason, inducing guilt feelings,  etc.</p>
<p>The objectives are usually either forcing people to leave (but by forcing them to &#8220;choose&#8221; leaving) or exhausting them to make them accept terms that they would not accept in normal conditions.</p>
<p>Targets for harassment may become as well those managers who refuse to implement these psychological torture programmes.</p>
<p>TECHNICAL INFORMATION</p>
<p>This video was made using material from the following sources:</p>
<p>1.- <em>Que s’est-il passé à France Telecom ?</em></p>
<p>TV report by Bernard Nicolas et Jacques Massard.</p>
<p>France 2, Envoyé Spécial, 30 September 2010.</p>
<p><a href="http://envoye-special.france2.fr/les-reportages-en-video/que-sest-il-passe-a-france-telecom-jeudi-30-septembre-2010-2516.html" rel="nofollow">http://envoye-special.france2.fr/les-reportages-en-video/que-sest-il-passe-a-france-telecom-jeudi-30-septembre-2010-2516.html</a></p>
<p>2.- <em>France Télécom, malade à en mourir</em></p>
<p>Documentary by Bernard Nicolas.</p>
<p>Arte Thema, 16 November 2010.</p>
<p><a href="http://www.arte.tv/fr/3530624.html" rel="nofollow">http://www.arte.tv/fr/3530624.html</a></p>
<p>APOLOGIES</p>
<p>1.- <strong></strong><strong></strong><strong></strong><strong></strong>Broadcasting rights: I have no rights whatsoever for broadcasting this material.</p>
<p>2.- Video and audio quality: Sorry, I could not find anything better.</p>
<p>3.- Translation and subtitles : I am neither a translator nor an English native speaker. As I am short of time, the translation was done in a rush. Subtitles are often hard to read due to an excess of verbosity or because they just go too fast.</p>
<p>JUSTIFICATION</p>
<p>The number of people I know who have been submitted to some kind harassment or abuse at work has increased significantly over the last few years (keep in mind, that most managers or wannabe managers nowadays read books or receive training where these psychological manipulation techniques are explained). Understanding what is going on often helps to make things a bit less hard for the victims.</p>
<p>REQUEST</p>
<p>If you want to improve the translation or the subtitles or if you want to translate the subtitles to other languages, the subtitles file is attached (you will need to change the extension from pdf to srt or txt):</p>
<p><a href="http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/06/france_telecom_france_2_envoye_special_arte_thema.pdf" rel="nofollow">http://koroshiyaitchy.files.wordpress.com/2012/06/france_telecom_france_2_envoye_special_arte_thema.pdf</a></p>
<p>VIDEO</p>
<div class='embed-vimeo' style='text-align:center;'><iframe src='http://player.vimeo.com/video/44172225' width='640' height='360' frameborder='0'></iframe></div>
<span class='embed-youtube' style='text-align:center; display: block;'><iframe class='youtube-player' type='text/html' width='640' height='360' src='http://www.youtube.com/embed/W4oxLwqM3D4?version=3&#038;rel=1&#038;fs=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;wmode=transparent' frameborder='0'></iframe></span>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/koroshiyaitchy.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/koroshiyaitchy.wordpress.com/854/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=koroshiyaitchy.wordpress.com&#038;blog=5847234&#038;post=854&#038;subd=koroshiyaitchy&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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